Parto humanizado: o que é?

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O nascimento de um filho é um dos momentos mais importantes na vida de uma mulher. O ideal é que possa ser lembrado como uma experiência positiva permeada pelo respeito à mulher, ao bebê e aos seus familiares. No entanto, a realidade na grande parte das vezes é bem diferente: parturientes submetidas a procedimentos desnecessários e a um tratamento que fere o seu direito como cidadã! Com a ajuda de Ana Cristina Duarte, vamos refletir sobre o que é um parto humanizado!

Uma parteira contemporânea

Para nos ajudar a refletir e entender o que é o parto humanizado, bem como a sua importância para a saúde física e emocional da mulher e do bebê, contamos com a ajuda de Ana Cristina Duarte, obstetriz e coordenadora do GAMA. Ana atende partos humanizados hospitalares e domiciliares, além de ser co-autora do livro Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também) – Editora Unesp. Segundo palavras da própria Ana em um de seus esclarecedores artigos publicados em Gama – maternidade ativa, ela é “um tipo de parteira contemporânea, modernosa”.

O que é dito sobre parto humanizado

Sempre que falamos sobre parto humanizado surge logo uma série de questões e polêmicas em torno do assunto. Alguns acham que parto humanizado é o feito em casa, outros acham que exclui tudo o que diz respeito a atendimento e intervenção médica e há ainda quem ache que é coisa passageira, “modismo de algumas naturebas”.

Fonte: Google
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Pois bem, é preciso esclarecer que não se trata de modismo, mas sim um direito pelo qual a sociedade como um todo deveria lutar. Há certo movimento em andamento e já com algumas conquistas para garantir como um direito jurídico alguns aspectos do que deveria fazer parte de um parto humanizado, por exemplo, a lei 11.108/2005 que garante à parturiente o direito à presença de acompanhante (escolhido por ela) durante o trabalho de parto e pós-parto imediato, no SUS. A maior conquista ocorreu em São Paulo, onde foi aprovado um projeto de lei da vereadora Patrícia Bezerra e já sancionado pelo prefeito Fernando Haddad que garante o direito ao parto humanizado na rede pública!

Mas o que é um parto humanizado?

Usamos aqui a definição de Ana Cristina no artigo O que é o parto humanizado, lembrando que um dos aspectos mais importantes no atendimento humanizado é a atitude de toda a equipe envolvida que deve ser baseada no respeito.

1. O respeito aos tempos da mãe e do bebê. Qualquer intervenção nesse processo deve ter uma justificativa clínica.

2. A mulher é a protagonista. Ela deve ter acesso à informação e escolher entre as várias opções. A equipe deve explicar a ela o que será feito e o porquê. Pedir o seu consentimento antes de realizar algum procedimento necessário, perguntar se quer usar a camisola do hospital, tratá-la pelo nome, etc. São algumas atitudes simples e básicas como estas que demonstram respeito.

Fonte: Google
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3. As responsabilidades devem ser compartilhadas com a mãe. A equipe não deve proibir ou ordenar. Deve apresentar as opções, com todas as suas implicações, e a mulher deverá fazer a sua escolha. Exemplo: dizer que pode tomar anestesia, mas que há um risco pequeno disso refletir no bebê, explicando que há a opção de ficar na banheira um pouco, receber massagem e reavaliar a situação depois.

4. Usar de fato as melhores evidências. Após 30 anos da realização rotineira do corte no períneo (episiotomia), hoje ainda restam dúvidas sobre ele ser a melhor opção, pois ao receber o corte, a mulher não rasga as fibras da epiderme de forma indeterminada e assim a costura e a cicatrização ocorre muito mais facilmente. No entanto, algumas mulheres preferem deixar o parto acontecer naturalmente, assim o rasgo ocorrido por estresse do bebê saindo, fará com que a costura seja feita e cicatrizada com maior dificuldade. Sempre lembrando: a mulher deve fazer a escolha.

Fonte: Google
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5. Após respeitar todos estes pontos, mesmo que haja uso de analgesia e de um pouco de ocitocina (hormônio para induzir o parto), a maioria das parturientes de baixo risco terá um parto que correrá da forma mais natural possível, sem a necessidade de grande parte dos procedimentos agressivos que são empregados.

6. Mesmo que seja preciso realizar intervenções, se todos este pontos forem respeitados, elas não quitarão o aspecto humanizado do parto. Dentro deste contexto, mesmo uma cesariana que possa vir a ser necessária, será possível manter um ambiente de respeito, humanizado, seguindo também o que vem depois do nascimento: colocar imediatamente o bebê no colo da mãe, com o cordão ainda ligado, amamentação mais precoce possível, sem aspiração das vias aéreas do bebê, colírio e identificação após a primeira mamada, vitamina e vacina depois de algumas horas e alojamento conjunto desde a sala de parto até o final da estadia!

Fonte: Google
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