Fitato – inimigo da absorção de ferro e cálcio?

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Na busca por uma alimentação saudável estamos sempre ampliando nossos conhecimentos, e não raramente encontramos pontos de conflitos inesperados. Você já ouviu falar sobre fitato, ácido fítico e antinutrientes? Já ouviu falar que alimentos que você poderia jurar que são super saudáveis podem ter um lado B?

O Lar Natural conta tudo sobre fitato e lança a dúvida, será mesmo um antinutriente? Vamos juntas!

Fitato – porque antinutriente?

O fitato é um derivado do ácido fítico, presente naturalmente nas cascas de castanhas, nozes, sementes e grãos, que se liga aos minerais essenciais como o cálcio, magnésio, ferro e zinco, impedindo que sejam absorvidos pelo organismo.

Em uma dieta desequilibrada e rica em alimentos com fitato, ele pode causar deficiência desses minerais. Assim, até pouco tempo ele era visto apenas de maneira negativa e chamado de antinutriente.

Fatores nutricionais ativos

Estudos recentes demonstram que os fitatos também trazem benefícios e, por isso, têm sido considerados fatores nutricionais ativos, que seria um conceito mais amplo do tema.

O ácido fítico tem ação antioxidante com propriedades antitumorais, diminui a absorção de gordura, combate a formação de cálculos renais (pedras nos rins), ajuda na absorção do cobre, elimina o excesso de ferro, que é nocivo, e também elimina metais pesados do organismo.

Alimentos ricos em fitato

Tofu, semente de linhaça, aveia, soja, milho, amendoim, feijão, centeio, trigo, grão de bico, lentilha, cevada, arroz integral e branco, gergelim, castanhas, amêndoas e nozes. Isso vale também para as farinhas e farelos dos cereais.

Faz mal, faz bem… então, como é que fica?

Existem maneiras de diminuir a concentração de fitato dos alimentos, o que é indicado principalmente para quem já tem deficiência de minerais e pessoas que adotam uma dieta vegetariana e, na busca por proteína de origem vegetal, consomem mais esse tipo de alimento. As dicas são:

Deixar os grãos de molho de 8 a 12 horas, com algumas gotinhas de limão ou soro do leite, desprezar a água e cozinhar, diminui 85% do fitato. O molho vale também para a semente de linhaça, quinoa, amaranto, castanhas e nozes.

O cozimento do alimento também reduz a concentração. No caso da aveia, o mingau tem menos fitato que a aveia crua adicionada aos alimentos.

O processo de fermentação dos pães integrais também tem esse efeito.

Grãos germinados melhoram a disponibilidade dos nutrientes e reduzem a ação dos fitatos.

Fortalecer a flora intestinal com o consumo de lactobacilos e probióticos. Eles são fonte de uma enzima chamada fitase que contribui para reverter a disponibilidade dos minerais.

Buscar equilibrar o consumo dos alimentos, mesmo os reconhecidos como saudáveis, e driblar os desafios que aparecem, nos faz pensar que viver e aprender é sempre o melhor caminho!

Você já conhecia o fitato? O que achou do nosso artigo? Compartilhe conosco?

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